quarta-feira, 9 de julho de 2014

Triste chuva

A caminho da minha segunda jornada de trabalho, o dia, até então, parecia normal. As pessoas, como de costume nos jogos do Brasil na copa, estavam de verde e amarelo e, a esperança, apesar do adversário forte, era vivo dentro de todos os Brasileiros. Em minutos o céu ficou negro, começou a trovejar e caiu uma chuva torrencial, uma tempestade. De moto e sem enxergar nada, tive que buscar abrigo e esperar a chuvarada passar. Encontrei uma marquise e ali fiquei, observando os alagamentos e aguardando a chuva estiar. Antes fosse apenas um dilúvio natural.

O pé-d'água diminuiu e segui o meu caminho. Ao chegar no trabalho, com 30 minutos de atraso, rapidamente esqueci o susto que levei na rua ao ver o placar de 4 x 0 para a Alemanha. Foi catastrófico. Triste chuva de gols. E piorou. O que se via dentro de campo era algo parecido ao treino coletivo do Felipão, onde o time titular permanece tocando a bola até chegar ao gol, enquanto os reservas ficam somente fazendo sombra, sem dar o bote.

Se o Brasil tinha algum favoritismo na copa era só por causa da torcida. O time é bom? Sim. Mas Alemanha e Holanda são melhores, além daquelas do mesmo nível como França, Argentina, Colômbia e Chile. Sem limites lamentaram exaustivamente a ausência de Neymar. Podemos aqui buscar justificativas para a maior derrota de todos os tempos, mas como disse o ex-zagueiro Ricardo Rocha, é preciso ter humildade para reconhecer a grandiosidade do vencedor e saber que há muito trabalho á fazer no futebol Brasileiro, em todos aspectos (Tático, individual e administrativo).

O que falar da Alemanha? Que timaço! Acima dos talentos individuais, a principal qualidade é o conjunto e o comportamento tático. Sabíamos disso. Time compacto, obediente, frio, calculista, inteligente... Faltam adjetivos. Como uma espécie de alívio diante de tanta tristeza dos Brasileiros, parabéns a eles e a nós, porque tivemos o privilégio de contemplar um futebol de primeira, construído a pouco mais de seis anos, que o mundo aplaudiu de pé e que dificilmente não será campeão no domingo. Parabéns ao Klose também, agora o maior artilheiro de todas as copas com 16 gols.

De tantas tempestades que o Brasil já vivenciou, essa foi a pior de todas. Pior que o Maracanaço. O dia 08 de julho de 2014 vai ser lembrado pra sempre como o dia em que 200 milhões de Brasileiros choraram a ponto de alagar de tristeza os lares de todo o país...


quinta-feira, 19 de junho de 2014

Adiós, Tic tac

A hegemonia no futebol mundial parece estar com o lugar vago. A poderosa Espanha, que conquistou as duas últimas Eurocopas (2008 e 2012) e atual campeã mundial, levou mais um baile e foi sepultada em pleno maracanã.

Antes mesmo da bola rolar, a torcida chilena fazia a diferença no lado de fora, negativamente... 88 chilenos foram presos após tentativa de invasão no estádio e receberam um prazo de 72 horas pra deixarem o país. Vão assistir o resto da copa em casa, mas não vai fazer muita diferença para o time que tem recebido uma força extra dentro de campo com o canto "chi chi chi le le le, viva Chile".

Vargas e Aranguiz comandaram a equipe na conquista da vaga antecipada. A Espanha? Irreconhecível ou fim do ciclo? Não sei, o que sei é que Iniesta e companhia desmontaram o bolão de muita gente. Que alívio o Diego Costa não ter escolhido o Brasil. Não se encaixou no esquema de Del Bosque e provavelmente não encaixaria nem no meu time do Fifa 14. Só não digo que a Espanha veio só de passeio para o Brasil porque não foram vistos tomando picolé na praia e nem batendo bola com os meninos da Rocinha. Na tristeza generalizada, duas torcedoras estão aliviadas e ansiosas. Shakira e a repórter espanhola vão ter tempo pra curtir com Pique e Casillas nas férias antecipadas, possivelmente em Ibiza.


Chile e Holanda decidirão a liderança do grupo B na última rodada. Promessa de jogão. Aliás, estamos contemplando jogos emocionantes, na maioria. Que Copa!

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Ochoa dá SHOW

Dizem que jogo de futebol bom é aquele com muitos gols. Creio que o 0 x 0 de ontem entre Brasil e México foi uma exceção. O cenário estava pronto para um grande jogo, com a expectativa de ser a partida mais dura da fase de grupos. A torcida fez uma linda festa antes do jogo iniciar, mais uma vez cantando o hino de forma arrepiante, mas não sabia que outro jogador roubaria a cena dentro de campo.

No início da partida, o que se viu foi um adversário fechado, tentando acalmar a empolgação no estádio. Conseguiram muito mais. Em vários momentos, parecia que o jogo era no estádio Azteca, tamanho era o barulho que os mexicanos faziam. O tempo ia passando e o gol não aparecia. O México tocava muito bem a bola, assustando com seus chutes de fora da área. O Brasil tentava jogadas individuais, com exageros de Neymar. 

Tenho assistido vários jogos da copa. O da Colômbia me chamou atenção por um motivo. O meio de campo Armero, diversas vezes, chamava a torcida para dentro do campo, com aquele habitual gesto com os braços, fosse no ataque ou em jogadas na defesa, em todas elas o estádio inflamava e empurrava a seleção. Não vi nenhum jogador brasileiro fazer isso contra a Croácia, muito menos ontem. Na minha opinião é uma ótima ferramenta, por se jogar em casa. Nossos atletas fazem muito isso quando estão no clube. Paulinho apático toda vida no mundial e parecia se arrastar em campo, imitando o Fred. Marcelo individualista e muito autoconfiante, o que atrapalhou. Sua participação nos teatros da escola deviam ser desastrosa! Thiago Silva um monstro, me impressiona a segurança e postura dele dentro de campo. Joga demais! No geral, o jogo teve um bom volume, com chances de gol para os dois lados. A tarde poderia ser de Neymar, Fred, Chicharito ou Giovani dos Santos, mas foi do baixo goleiro Ochoa. Certamente, quando sentar com meus netos daqui alguns anos e eles me cobrarem histórias da Copa no Brasil, irei lembrar da partida que o goleiro do México fechou o gol, com defesas milagrosas, principalmente a cabeçada de Neymar, que subiu no quinto andar, dando oportunidade ao goleiro ser comparado a Gordon Banks. A melhor defesa da Copa, até agora.


Na Copa que assistimos a torcida fazer a festa, Robben e companhia passear dentro e fora de campo, a Alemanha confirmar o favoritismo, Ochoa escreve seu nome na história pra sempre e ficará na memória de muita gente.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

O Poder da sombra

Jogador de futebol vive de momento. Alguns reclamam por não serem analisados pelo geral, ao longo da carreira. Mas o futebol é assim. O atacante, por exemplo, se não está fazendo gols, é vaiado e logo tem a sua titularidade questionada pela torcida e imprensa.

Oscar, meia da seleção brasileira, teve no início da carreira muita pressão fora de campo. Uma briga na justiça entre Internacional e São Paulo pelo seu passe marcou o início de sua carreira. O colorado ganhou a queda de braço e logo depois aceitou a proposta de R$ 80 milhões feita pelo Chelsea, da Inglaterra. No seu primeiro jogo como titular, marcou dois gols conta a Juventus, pela Champions League, sendo o segundo uma pintura. Início promissor.

A sombra é vista quando algum objeto entra na frente da luz. Willian, companheiro de Oscar no Chelsea e também na seleção, foi o protagonista de uma enorme sombra nas últimas duas semanas. Os dois jogadores brigam pela mesma vaga na escalação de Felipão. Nos dois amistosos antes da copa do mundo, Willian entrou muito bem criou uma dor de cabeça para Scolari. A imprensa contestava o ex-jogador do Inter, mas tinha a confiança do técnico. Oscar, no meio do furacão, recebeu uma alegria. Sua filha Júlia nasceu dia 05 de junho. Esperança para dias melhores.

Ontem, na estreia do Brasil no mundial, o franzino camisa onze brilhou e despachou a sombra pra bem longe. Deu passe para Neymar marcar o primeiro gol, passou a bola pra Fred sofrer pênalti do segundo e marcou o terceiro, um belo gol, finalizando de biquinho após arrancada do meio de campo, fechando a vitória por 3 a 1.


Nunca vimos uma sobra ter tanto poder assim: Força para o Brasil vencer, motivação para Oscar decidir a partida e fazer Luiz Felipe Scolari dormir feliz da vida, sem dor de cabeça.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Vai ter copa, e muita copa

Logo cedo, as 07h da manhã, acordo pra mais um dia de batalha, em um período cansativo de duas jornadas de trabalho, consequência e circunstancias da vida. Mas é um dia diferente, um dia lindo de sol em meio as nuvens na cidade do Rio de Janeiro. Enquanto preparo o café da manhã, sinto um clima muito diferente, há uma ansiedade no ar, algo parecido com o que eu sentia anos atrás, quando me preparava pra um treino ou jogo de futebol. Antes de subir na moto, me deparo com dois vizinhos vestidos com a camisa do Brasil, não por coincidência, mas é o óbvio. É copa do mundo!

Hoje é um dia histórico para o Brasil, para o futebol mundial e... pra mim. Isso, pra mim, amante da bola desde sempre. Creio que quando estava na barriga da minha mãe, os chutes eram expressões daquilo que seria realidade mundo a fora. E foi. Muitos chutes, tantos certo, alguns perto, outros isolado. A vida é assim, de acertos e erros, que nos levam ao crescimento.

Eu cresci. Me tornei um homem a tempo de participar dessa atmosfera futebolística, digamos que o auge do esporte. A copa do mundo. Queria eu estar dentro de campo, mas não foi possível. Deus não quis assim. Ele preparou um caminho diferente e fez com que eu pudesse viver profundamente esse momento como torcedor e ao mesmo tempo trabalhando, diretamente com o mundial nos bastidores da televisão.



Copa do mundo, seja bem vinda. Estou torcendo pra você dá um show pelas cidades do meu Brasil. Quero ver muitas jogadas de habilidades de nossos craques pelos gramados das nossas arenas, superfaturadas ou não, mas de fartura de amor e paixão pelo futebol. Estarei torcendo muito pra nossa seleção acertar todos os chutes trazer muita alegria pra esse povo que não foge a luta!

sexta-feira, 30 de maio de 2014

SEM CHANCES PARA UM NOVO MARACANAÇO?

Em 2007 o Brasil foi escolhido para sediar a tão sonhada copa de 2014. Logo após a esperada euforia, afinal, depois de 64 anos teremos o retorno do mundial, muitas perguntas e afirmações surgiram na época. “Será que o país tem estrutura pra organizar uma copa? Teremos uma equipe digna de levantar o caneco? O futebol é 90% parte física, não temos condições diante dos europeus!" Blá blá blá...

Diante de tantos debates, é impossível não lembrar da maior tristeza que o futebol pentacampeão viveu em toda a sua história: O Maracanaço! Foi um dia histórico, que o diga o nosso vilão Ghiggia, ponta direita do Uruguai, autor do gol do título, na ocasião. Outro fato marcante nesse jogo foi o público presente, aproximadamente 200 mil pessoas, recorde mundial que dificilmente será batido com os estádios padrão Fifa.

O emocional tem muito peso dentro do futebol. Talvez não para David Luiz. Agora pouco, em entrevista coletiva na granja comary, um jornalista perguntou ao zagueiro se existe alguma aflição quando se faz referência ao espinho na carne de 1950.

- Grandes seleções ganharam e perderam uma copa em casa. Perdemos em 1950, chegou a nossa hora de ganhar.

No início da semana, o coordenador técnico, Carlos Alberto Parreira, afirmou que “temos um timaço, estamos com a mão na taça”.

Otimismo a parte, vale lembrar que dentro do futebol nem sempre ganha o melhor. Não posso deixar de citar dois grandes exemplos. A seleção brasileira de 1982. O canarinho voou baixo e foi eliminada na segunda fase pela Itália, do carrasco Paolo Rossi. O carrossel holandês também não confirmou o favoritismo em 1974, embora fosse vista com uma harmonia cinematográfica nos gramados.


Que as perguntas sejam respondidas e as afirmações confirmadas e, nosso capitão Thiago Silva, repita o gesto de Bellini no dia 13 de julho e nossa torcida troque o grito de protesto por vitória!

segunda-feira, 31 de março de 2014

FINAIS DOS ESTADUAIS

O domingo foi agitado no futebol brasileiro. As finais foram definidas e, tirando o paulista, os grandes irão decidir os estaduais.

No carioca, o Vasco, superior também no segundo jogo, derrotou o Fluminense com um gol do artilheiro Edmilson, em mais um jogo quente. Com um elenco superior no papel, Fred nitidamente se poupando para a copa do mundo, a equipe tricolor esteve muito apática e não conseguiu concretizar o favoritismo. Depois de 10 anos, Flamengo e Vasco irão decidir o título do carioca em dois jogos que acontecerão nos dias 06 e 13 de abril.

O Ituano foi a grande surpresa do campeonato paulista, desbancando o grande favorito Palmeiras. Com recursos financeiros bem mais inferiores do que Corinthians, eliminado na primeira fase, São Paulo e a equipe do parque antártica, o rubro negro do interior derrotou o time comandado por Gilson Kleina, e vai decidir o título com o Santos, que confirmou a boa campanha e derrotou a Penapolense, outra surpresa na competição. Alan Kardec, que saiu lesionado ainda no primeiro tempo e Valdívia, que entrou, no sacrifício somente na etapa final, por conta de uma pancada que sofreu nas quartas contra o Bragantino, tentaram repetir as boas atuações que fizeram no campeonato, mas encontraram um Ituano com muita disposição e foram derrotados por 1 a 0, placar feito aos 38 minutos do segundo tempo, pelo atacante Marcelinho, em um lindo chute de fora da área.

O Internacional saiu na frente na decisão do Gaúcho, vencendo o Grêmio por 2 a 1, em noite inspirada de Rafael Moura, o He-man, que fez dois gols e colocou o colorado em vantagem para o segundo e decisivo confronto.

Cruzeiro e Atlético-MG irão reeditar a final de 2013. As duas equipes estão focadas na libertadores e terão jogos importantes no meio de semana. O Cruzeiro possui ligeira vantagem, mas clássico é clássico e tudo pode acontecer.


sábado, 1 de fevereiro de 2014

Hernanes vai para Inter de Milão e chora na despedida


Futebol é um esporte que mexe não só com as emoções de quem pula nas arquibancadas, ou até mesmo torce na frente da televisão pelo time de coração. Os artistas da bola, responsáveis pelo espetáculo dentro de campo, também demonstram seus sentimentos em alguns momentos.

O que falar do choro de Hernanes, ao se deparar com fãs de seu futebol, logo após o anúncio de sua transferência para a Inter de Milão, no último dia do fechamento da janela (31/01).

A manifestação de carinho e gratidão dos torcedores levaram o jogador as lágrimas, ainda dentro do seu carro. O meio campista da seleção brasileira não conteve o choro e foi consolado pelos torcedores.
No final do vídeo, gravado por um torcedor, o jogador deu a sua chuteira de presente aos fãs.

Em tempos de racismo no exterior e brigas entre torcidas em território nacional, este fato envolvendo Hernanes nos faz suspirar e viver ainda mais esse clima proporcionado pelo futebol!

Link para acesso ao vídeo referente ao texto acima

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Juninho Pernambucano se aposenta


   Saber a hora de pendurar as chuteiras não é fácil. Identificar quando o corpo não aguenta mais os treinos pesados, proporcionado pelos preparadores físicos, principalmente se tratando de pré-temporada; Decidir se é o momento de se dedicar totalmente a família ou até mesmo seguir novos rumos profissionais.

   Seguir a carreira de jogador de futebol parece algo prazeroso para os amantes desse esporte que é a paixão nacional. Mas, chega o momento do ponto final, a aposentadoria dos gramados. Esse dia chegou para Juninho Pernambucano! Um jogador que conquistou muitas vitórias durante a carreira, que teve um início marcante: O gol de falta no Monumental de Nuñes, contra o River Plate, em 1998, pela Libertadores, levou seu nome as principais manchetes na época, e que virou música e é cantado até hoje pela torcida do Vasco (O Vasco conquistaria naquele ano o título inédito da Libertadores). Juninho, nos 23 anos de carreira, conquistou muito mais. Conquistou a bola de prata em 2000 e foi premiado com a bola de ouro da UEFA em 2000. Campeão na França sete vezes consecutivas (2002 a 2008), pelo Lyon. Jogou 40 partidas pela Seleção Brasileira, fez seis gols e estava no grupo que foi eliminado pela França, na copa de 2006. Rápidas passagens pelo futebol de Catar e Estados Unidos. O principal ídolo do passado recente do Vasco Pernambucano chega ao extremo do seu corpo físico e não atuará mais como jogador profissional.

   Em uma época em que vemos muitos jogadores jovens surgindo , muitas vezes se esbaldando nas noites sem se preocupar com um bom exemplo e disciplina com o próprio corpo, requisitos para o sucesso dentro dos gramados, Juninho foi um grande exemplo para jovens e até mesmo adultos, que almejam reconhecimento do técnico, companheiros e torcida.

Parabéns pela brilhante carreira, Juninho!