quinta-feira, 19 de junho de 2014

Adiós, Tic tac

A hegemonia no futebol mundial parece estar com o lugar vago. A poderosa Espanha, que conquistou as duas últimas Eurocopas (2008 e 2012) e atual campeã mundial, levou mais um baile e foi sepultada em pleno maracanã.

Antes mesmo da bola rolar, a torcida chilena fazia a diferença no lado de fora, negativamente... 88 chilenos foram presos após tentativa de invasão no estádio e receberam um prazo de 72 horas pra deixarem o país. Vão assistir o resto da copa em casa, mas não vai fazer muita diferença para o time que tem recebido uma força extra dentro de campo com o canto "chi chi chi le le le, viva Chile".

Vargas e Aranguiz comandaram a equipe na conquista da vaga antecipada. A Espanha? Irreconhecível ou fim do ciclo? Não sei, o que sei é que Iniesta e companhia desmontaram o bolão de muita gente. Que alívio o Diego Costa não ter escolhido o Brasil. Não se encaixou no esquema de Del Bosque e provavelmente não encaixaria nem no meu time do Fifa 14. Só não digo que a Espanha veio só de passeio para o Brasil porque não foram vistos tomando picolé na praia e nem batendo bola com os meninos da Rocinha. Na tristeza generalizada, duas torcedoras estão aliviadas e ansiosas. Shakira e a repórter espanhola vão ter tempo pra curtir com Pique e Casillas nas férias antecipadas, possivelmente em Ibiza.


Chile e Holanda decidirão a liderança do grupo B na última rodada. Promessa de jogão. Aliás, estamos contemplando jogos emocionantes, na maioria. Que Copa!

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Ochoa dá SHOW

Dizem que jogo de futebol bom é aquele com muitos gols. Creio que o 0 x 0 de ontem entre Brasil e México foi uma exceção. O cenário estava pronto para um grande jogo, com a expectativa de ser a partida mais dura da fase de grupos. A torcida fez uma linda festa antes do jogo iniciar, mais uma vez cantando o hino de forma arrepiante, mas não sabia que outro jogador roubaria a cena dentro de campo.

No início da partida, o que se viu foi um adversário fechado, tentando acalmar a empolgação no estádio. Conseguiram muito mais. Em vários momentos, parecia que o jogo era no estádio Azteca, tamanho era o barulho que os mexicanos faziam. O tempo ia passando e o gol não aparecia. O México tocava muito bem a bola, assustando com seus chutes de fora da área. O Brasil tentava jogadas individuais, com exageros de Neymar. 

Tenho assistido vários jogos da copa. O da Colômbia me chamou atenção por um motivo. O meio de campo Armero, diversas vezes, chamava a torcida para dentro do campo, com aquele habitual gesto com os braços, fosse no ataque ou em jogadas na defesa, em todas elas o estádio inflamava e empurrava a seleção. Não vi nenhum jogador brasileiro fazer isso contra a Croácia, muito menos ontem. Na minha opinião é uma ótima ferramenta, por se jogar em casa. Nossos atletas fazem muito isso quando estão no clube. Paulinho apático toda vida no mundial e parecia se arrastar em campo, imitando o Fred. Marcelo individualista e muito autoconfiante, o que atrapalhou. Sua participação nos teatros da escola deviam ser desastrosa! Thiago Silva um monstro, me impressiona a segurança e postura dele dentro de campo. Joga demais! No geral, o jogo teve um bom volume, com chances de gol para os dois lados. A tarde poderia ser de Neymar, Fred, Chicharito ou Giovani dos Santos, mas foi do baixo goleiro Ochoa. Certamente, quando sentar com meus netos daqui alguns anos e eles me cobrarem histórias da Copa no Brasil, irei lembrar da partida que o goleiro do México fechou o gol, com defesas milagrosas, principalmente a cabeçada de Neymar, que subiu no quinto andar, dando oportunidade ao goleiro ser comparado a Gordon Banks. A melhor defesa da Copa, até agora.


Na Copa que assistimos a torcida fazer a festa, Robben e companhia passear dentro e fora de campo, a Alemanha confirmar o favoritismo, Ochoa escreve seu nome na história pra sempre e ficará na memória de muita gente.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

O Poder da sombra

Jogador de futebol vive de momento. Alguns reclamam por não serem analisados pelo geral, ao longo da carreira. Mas o futebol é assim. O atacante, por exemplo, se não está fazendo gols, é vaiado e logo tem a sua titularidade questionada pela torcida e imprensa.

Oscar, meia da seleção brasileira, teve no início da carreira muita pressão fora de campo. Uma briga na justiça entre Internacional e São Paulo pelo seu passe marcou o início de sua carreira. O colorado ganhou a queda de braço e logo depois aceitou a proposta de R$ 80 milhões feita pelo Chelsea, da Inglaterra. No seu primeiro jogo como titular, marcou dois gols conta a Juventus, pela Champions League, sendo o segundo uma pintura. Início promissor.

A sombra é vista quando algum objeto entra na frente da luz. Willian, companheiro de Oscar no Chelsea e também na seleção, foi o protagonista de uma enorme sombra nas últimas duas semanas. Os dois jogadores brigam pela mesma vaga na escalação de Felipão. Nos dois amistosos antes da copa do mundo, Willian entrou muito bem criou uma dor de cabeça para Scolari. A imprensa contestava o ex-jogador do Inter, mas tinha a confiança do técnico. Oscar, no meio do furacão, recebeu uma alegria. Sua filha Júlia nasceu dia 05 de junho. Esperança para dias melhores.

Ontem, na estreia do Brasil no mundial, o franzino camisa onze brilhou e despachou a sombra pra bem longe. Deu passe para Neymar marcar o primeiro gol, passou a bola pra Fred sofrer pênalti do segundo e marcou o terceiro, um belo gol, finalizando de biquinho após arrancada do meio de campo, fechando a vitória por 3 a 1.


Nunca vimos uma sobra ter tanto poder assim: Força para o Brasil vencer, motivação para Oscar decidir a partida e fazer Luiz Felipe Scolari dormir feliz da vida, sem dor de cabeça.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Vai ter copa, e muita copa

Logo cedo, as 07h da manhã, acordo pra mais um dia de batalha, em um período cansativo de duas jornadas de trabalho, consequência e circunstancias da vida. Mas é um dia diferente, um dia lindo de sol em meio as nuvens na cidade do Rio de Janeiro. Enquanto preparo o café da manhã, sinto um clima muito diferente, há uma ansiedade no ar, algo parecido com o que eu sentia anos atrás, quando me preparava pra um treino ou jogo de futebol. Antes de subir na moto, me deparo com dois vizinhos vestidos com a camisa do Brasil, não por coincidência, mas é o óbvio. É copa do mundo!

Hoje é um dia histórico para o Brasil, para o futebol mundial e... pra mim. Isso, pra mim, amante da bola desde sempre. Creio que quando estava na barriga da minha mãe, os chutes eram expressões daquilo que seria realidade mundo a fora. E foi. Muitos chutes, tantos certo, alguns perto, outros isolado. A vida é assim, de acertos e erros, que nos levam ao crescimento.

Eu cresci. Me tornei um homem a tempo de participar dessa atmosfera futebolística, digamos que o auge do esporte. A copa do mundo. Queria eu estar dentro de campo, mas não foi possível. Deus não quis assim. Ele preparou um caminho diferente e fez com que eu pudesse viver profundamente esse momento como torcedor e ao mesmo tempo trabalhando, diretamente com o mundial nos bastidores da televisão.



Copa do mundo, seja bem vinda. Estou torcendo pra você dá um show pelas cidades do meu Brasil. Quero ver muitas jogadas de habilidades de nossos craques pelos gramados das nossas arenas, superfaturadas ou não, mas de fartura de amor e paixão pelo futebol. Estarei torcendo muito pra nossa seleção acertar todos os chutes trazer muita alegria pra esse povo que não foge a luta!