Em 2007 o Brasil foi
escolhido para sediar a tão sonhada copa de 2014. Logo após a esperada euforia,
afinal, depois de 64 anos teremos o retorno do mundial, muitas perguntas e
afirmações surgiram na época. “Será que o país tem estrutura pra organizar uma
copa? Teremos uma equipe digna de levantar o caneco? O futebol é 90% parte
física, não temos condições diante dos europeus!" Blá blá blá...
Diante de tantos debates, é
impossível não lembrar da maior tristeza que o futebol pentacampeão viveu em
toda a sua história: O Maracanaço! Foi um dia histórico, que o diga o nosso vilão
Ghiggia, ponta direita do Uruguai, autor do gol do título, na ocasião. Outro
fato marcante nesse jogo foi o público presente, aproximadamente 200 mil
pessoas, recorde mundial que dificilmente será batido com os estádios padrão
Fifa.
O emocional tem muito peso
dentro do futebol. Talvez não para David Luiz. Agora pouco, em entrevista
coletiva na granja comary, um jornalista perguntou ao zagueiro se existe alguma
aflição quando se faz referência ao espinho na carne de 1950.
- Grandes seleções ganharam e
perderam uma copa em casa. Perdemos em 1950, chegou a nossa hora de ganhar.
No início da
semana, o coordenador técnico, Carlos Alberto Parreira, afirmou que “temos
um timaço, estamos com a mão na taça”.
Otimismo a parte, vale
lembrar que dentro do futebol nem sempre ganha o melhor. Não posso deixar de
citar dois grandes exemplos. A seleção brasileira de 1982. O canarinho
voou baixo e foi eliminada na segunda fase pela Itália, do carrasco Paolo
Rossi. O carrossel holandês também não confirmou o favoritismo em 1974, embora
fosse vista com uma harmonia cinematográfica nos gramados.


